Em seu vestido de renda azul, aquele que era usado só aos domingos na missa, Maria sentou em sua cadeira de balanço que comprara na feirinha de artesanato de seu bairro e que a posicionara para janela que dava de frente para rua.
Maria olhava as pessoas que perambulavam por ali.
Não tinha certeza se estava ficando doida, mas sabia que precisava lembrar de alguma coisa, só não conseguia saber o que era.
Ficava balançando em sua cadeira sem parar, passava as mãos pelos cabelos enrolados.
Era insuportável a sensação de esquecimento.
Maria olhou para janela.
Um casal que passava por perto viu uma mulher de vestido de renda azul estendida no chão. Morta.
O casal atravessou a rua e simplesmente esqueceu.
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